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Após sair do Governo e virar crítico de Bolsonaro, Sérgio Moro vira colunista do O Globo

Após sair do Governo e virar crítico de Bolsonaro, Sérgio Moro vira colunista do O Globo


Sérgio Moro tem um nome (ou como ele diz, biografia) a zelar: foi juiz responsável por uma das maiores operações contra a corrupção em todo o mundo: a Lava-Jato.

Através da Lava-Jato o Brasil sentiu um alívio ao ver tanta sujeira que estava encoberta vir à tona e mandar para a prisão muitos empresários e políticos que usavam do dinheiro público para seus esquemas.

Inclusive em 2018 o ex-Presidente Lula foi para a cadeia após todos os seus crimes serem descobertos e sentenciados por Sérgio Moro.

Passou-se o tempo, vieram as eleições de 2018 e Bolsonaro tornou-se Presidente da República. Logo após o então eleito Presidente Bolsonaro começou a formar sua equipe de ministros, e após negociação e muita conversa, Moro aceitou o convite para ser Ministro da Justiça e Segurança Pública.

Todo o eleitorado do Bolsonaro e a direita como um todo ficaram extasiados com a notícia, e de que finalmente o Brasil teria uma equipe de ponta para colocar bandidos na cadeia, prender corruptos e reduzir exponencialmente a criminalidade no país.

Acontece que pouco se viu de Moro durante o tempo em que ele esteve no Ministério da Justiça, e o relacionamento Moro e Bolsonaro acabou no dia 24 de Abril de 2020, quando o então ministro pediu demissão do seu cargo.

Porém não foi apenas um pedido de demissão: foi tudo de forma muito midiática, com uma cobertura de imprensa digna de declarações bombásticas – e realmente foi.

Moro saiu atirando: soltou diversas declarações que deixaram o Brasil abismado. Como que um Presidente da República interferiu no trabalho de um ministro que fazia um trabalho tão bom? E cadê aquela carta branca que ele tinha no Ministério? Ual! Bolsonaro realmente não queria deixar Moro trabalhar…

Mas toda essa “dó” que tivemos de Moro foi por água abaixo quando no mesmo dia, ele foi à Globo, mais especificamente no Jornal Nacional para entregar prints de conversas privadas de WhatsApp que teve com Bolsonaro, e também com a deputada Carla Zambelli.

Moro não só queria tentar incriminar Bolsonaro de alguma forma (o que não conseguiu) como foi à emissora que é inimiga número 1 do Governo Bolsonaro.

Além disso, foi à Polícia Federal depois disso e prestou “8 horas” de depoimento e disse que um tal vídeo de uma reunião ministerial comprovaria que Bolsonaro estava interferindo na diretoria da Polícia Federal (o que inclusive é aceitado por lei).

Acabou que o vídeo da reunião foi divulgado pelo Ministro Celso de Mello e nada foi comprovado sobre Bolsonaro. O que foi provado é que Moro já não estava “nem aí” mais para o que estava acontecendo no Governo. Só assistir ao vídeo e observar sua postura e linguagem corporal. A propósito, essa reunião aconteceu no dia 22 de Abril, dois dias antes de Moro pedir demissão.

Desde que saiu do Ministério da Justiça, Moro tem soltado “notas de repúdio” e declarações em seu Twitter pessoal atacando e criticando o Presidente Bolsonaro.

Ex-aliados do Presidente e a galera da “isentosfera” estão em êxtase com Moro, e já tentam se alinhar a ele para uma eventual candidatura à presidência em 2022.

E para completar a decadência de Moro: eis que o ávido crítico do Presidente publica neste dia 3 de Junho uma matéria adivinha onde? No jornal O Globo, aquele onde fake-news são uma periódica e críticas não só ao Presidente, mas a toda a sua família são uma constante.

Aquele que aceitou entrar para um Governo de direita agora escreve coluna no O Globo falando que nem esquerda, nem direita. Agora a isentosfera vai à loucura!

Muito triste, Moro. Muito triste.