quinta-feira, 25 de fevereiroAs principais notícias do Brasil e do Mundo
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprova por unanimidade impeachment de Witzel

Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprova por unanimidade impeachment de Witzel

A ALERJ (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) votou nesta Quarta-feira, 23 de Setembro, o relatório que pede o impeachment do Governador afastado, Wilson Witzel.

A sessão reuniu 69 deputados, tanto presencialmente quanto de forma remota, e o texto de impeachment foi aprovado de forma unânime. Para ser aprovado, precisava de no mínimo 47 votos.

A resolução será publicada em Diário Oficial nesta Quinta-feira (24) e o Tribunal de Justiça (TJ) será comunicado para dar início à formação do Tribunal Misto. O tribunal é formado por cinco deputados eleitos pela Alerj e cinco desembargadores eleitos por sorteio pelo TJ.

A partir da formação do tribunal, o Witzel (que já está afastado) ficará fora do cargo por mais 180 dias enquanto os seus membros analisam a questão.

Witzel, que não compareceu presencialmente à ALERJ, falou por videoconferência ao final dos discursos de 28 deputados.

O Governador afastado falou por cerca de 60 minutos. Ele se defendeu, dizendo que foi um julgamento injusto:

“Estou sendo linchado moral e politicamente, sem direito de defesa. A tirania escolhe suas vítimas. Felizmente a história mostra que mártires nunca morrem”.

Citou o Sermão da Montanha, “bem-aventurados os que têm fome e sede de Justiça, porque eles serão fartos”.

Além disso, também falou sobre a democracia, criticando a forma como ele foi afastado pela Justiça:

“Estamos matando a nossa democracia. O bem maior é o voto. O respeito e a força do voto estão sendo solapados. Eu fui afastado sem o direito de falar, sem inquérito prévio. Estou sendo afastado por 180 dias, em pleno exercício do mandato, outorgado pela população. Não pude exercer o meu amplo direito de defesa”.

O governador afastado encerrou dizendo que não se importava de ser julgado, porque tinha a convicção que jamais havia praticado ato ilícito:

“Não encontraram um centavo na minha conta. Eu não tenho milhões. Só tenho a minha casa no Grajaú. Eu já estou julgado, previamente condenado. Estou sendo amputado do meu cargo. Estou sendo linchado politicamente, de uma forma muito triste. Eu não vim aqui para roubar, vim aqui para mudar a política. E a política não vai me mudar”.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe!