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Em 8 anos de mandato, ex-prefeito de Manaus diz que não construiu hospitais “porque não quis”

Em 8 anos de mandato, ex-prefeito de Manaus diz que não construiu hospitais “porque não quis”

No presente momento acontece uma grande crise de saúde em Manaus, no Amazonas.

Por irresponsabilidade das autoridades locais, os hospitais estão sem oxigênio suficiente para suprir a demanda exigida nesta pandemia, e muitas pessoas estão morrendo por insuficiência respiratória.

O pesquisador da Fiocruz-Amazônia Jesem Orellana afirma que tem recebido vídeos, áudios e relatos telefônicos de pessoas que atuam na linha de frente de unidades de saúde com informações dramáticas:

“Estão relatando efusivamente que o oxigênio acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque. Há informações de que uma ala inteira de pacientes morreu sem ar”.

A informação de que a situação é crítica foi confirmada pelo reitor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Sylvio Puga, que administra o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV). De acordo com ele, doentes estão sendo transferidos para o Piauí.

“Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, disse o pesquisador Jesem Orellana para a Folha de S.Paulo.

“Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes”.

Segundo informações da Gazeta Brasil, a Força Aérea Brasileira (FAB) transportou oito toneladas de equipamentos para Manaus (AM). O FAB 2856 decolou da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro (RJ), às 16h10 (horário de Brasília) do dia 13 de Janeiro, com destino a Ala 8, em Manaus (AM), onde pousou às 21h00, com material hospitalar, camas, cilindros de oxigênio, macas e barracas, totalizando 8.820 quilos de materiais que irão equipar o Hospital de Campanha (HCAMP).

Informações divulgadas pelo Governo Bolsonaro mostram que o repasse de verba para o Estado do Amazonas foi a maior já vista, sendo mais de 2 bilhões de reais apenas para o município:

A cidade de Manaus foi gerida por Arthur Virgílio de Janeiro de 2013 até Dezembro de 2020, praticamente oito anos, e em entrevista ao UOL o político neste dia 15 de Janeiro ele disse que não construiu hospitais “porque não quis”. Assista:

Fonte: UOL

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