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Ex-Presidente da Câmara Eduardo Cunha é condenado a mais 15 anos de prisão

Ex-Presidente da Câmara Eduardo Cunha é condenado a mais 15 anos de prisão


Nesta Quarta-feira, 9 de Setembro, o juiz Luiz Antonio Bonat, da Operação Lava Jato, tomou algumas decisões que irão complicar um pouco mais a vida do ex-Presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

O magistrado confiscou quatro carros de luxo de Cunha e também condenou o ex-parlamentar a mais 15 anos e 11 meses de prisão por corrupção e alvagem de dinheiro.

Eduardo Cunha foi acusado de receber propina de 1,5 milhão de reais entre 2012 e 2014, em contratos da Petrobras para compra dos Navios-Sondas Petrobras 10.000 e Vitoria 10.000.

Leia abaixo a decisão do juiz:

“A prática do crime de corrupção envolveu o pagamento de propinas de pelo menos USD 10 milhões de dólares nos contratos de fornecimento dos navios sonda, um valor muito expressivo. Consequências também devem ser valoradas negativamente, pois os atos praticados vieram em detrimento da coisa pública, pois atingiram diretamente a lisura do processo seletivo para contratação dos navios sonda, afastando a oportunidade de outras empresas interessadas participarem e eventualmente vencerem regularmente o processo licitatório. A culpabilidade é elevada”.

Ao aplicar a pena, o magistrado lembra que Eduardo Cunha recebeu vantagem indevida no exercício do mandato de Deputado Federal:

“A responsabilidade de um parlamentar federal é expressiva e, por conseguinte, também a sua culpabilidade quando pratica crimes.demais, traiu o voto de confiança que recebeu do povo para obter ganho próprio. Soma-se a isso o nível de instrução, que é indicativo de ter plena consciência dos atos irregulares praticados”.

Já condenado a 14 anos e 6 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em outros processos da Lava-Jato, Cunha está preso preventivamente desde Outubro de 2016. Desde março ele cumpre prisão domiciliar por razões de saúde.

A defesa de Cunha disse que o processo não tem provas:

“Em um processo reconhecidamente sem provas, crimes que foram praticados por delatores são escandalosamente atribuídos a Eduardo Cunha, em uma absurda e esdrúxula ginástica argumentativa.  O magistrado condena Eduardo Cunha pela aquisição de sondas pela Petrobrás, operação que ocorreu muitos anos antes dos fatos que lhes foram imputados. Ou seja, Eduardo teria de ter viajado ao passado para cometer tal crime”, afirmam os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso.

Fonte: Veja