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Investigação aponta que Wilson Witzel recebeu quase R$1 milhão antes de ser eleito

Investigação aponta que Wilson Witzel recebeu quase R$1 milhão antes de ser eleito

Nós comentamos aqui recentemente sobre a investigação de corrupção na área da saúde em que acabou acarretando no afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

A ordem de afastamento decorre das investigações da Operação Placebo, deflagrada em Maio deste ano, e da delação premiada do ex-Secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos.

Segundo denúncia feita na relação premiada do empresário Edson Torres à Procuradoria-Geral da República (PGR), Witzel já recebia dinheiro para fazer parte de esquema de corrupção quando ainda era juiz federal.

Na delação, Torres afirma que, depois de a Operação Lava Jato avançar sobre o grupo do ex-governador Sérgio Cabral, os empresários que esquematizavam a corrupção foram atrás de Witzel, ainda em 2017.

Após várias reuniões, ficou acertado entre Torres e o Pastor Everaldo, Presidente do PSC (que foi preso na Operação Placebo) e “padrinho” político do governador afastado, que Witzel receberia R$980 mil em cinco parcelas, para ter “conforto” e “segurança”, já que seria obrigado a largar o cargo e o salário de juiz federal para se candidatar.

Segundo a delação, a última parte paga teria sido paga em Abril de 2018, sendo que em Novembro do mesmo ano Witzel elegeu-se Governador do Rio.

Torres também disse que foi criada uma “caixinha da propina” na Secretaria de Saúde, com a cobrança de 3% a 7% do total dos contratos fechados.

O dinheiro conseguido era dividido entre Edson Torres, o ex-Secretário de Saúde Edmar Santos, o doleiro Victor Hugo Cavalcante e 40% do lucro das operações ilegais era “rachado” entre Witzel e Everaldo.

Tanto o governador afastado quanto o presidente do PSC negam qualquer envolvimento no esquema de corrupção.

Fonte: Revista Oeste

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