quinta-feira, 29 de outubroAs principais notícias do Brasil e do Mundo
Paulo Guedes: “temos chance de recuperação mais rápida do que estão prevendo”

Paulo Guedes: “temos chance de recuperação mais rápida do que estão prevendo”


Matéria realizada na Poder 360 afirma que o Ministro da Economia Paulo Guedes diz que o Brasil tem chance de recuperação “mais rápida do que estão prevendo”.

Guedes participou de videoconferência na audiência pública virtual da Comissão Mista de Acompanhamento das Medidas Relacionadas ao Coronavírus do Congresso Nacional.

Leia abaixo mais declarações do ministro:

“Temos 60 a 90 dias para destravarmos a fonte [de investimentos]”, afirmou. “Continuamos otimistas e eu diria, na verdade, realistas de que é possível o Brasil retomar as reformas estruturantes e o crescimento econômico antes do que a maioria dos analistas têm previsto”, disse.

“Eu não diria que a economia cai 9%, 10% [em 2020]. Também não digo que vamos sair crescendo rápido, mas temos chance de recuperação mais rápida do que estão prevendo”, disse. Ao se referir à estimativa do FMI, de queda superior a 9%, disse que é “chute“.

Ao fazer a retrospectiva de medidas fiscais e de incentivo ao crédito adotadas, o ministro disse que em 2 ou 3 semanas de pandemia o governo federal conseguiu mobilizar R$ 500 bilhões sem modificar a Constituição.

Disse que o valor atualmente chegou a R$ 1 trilhão com as ações de estímulos. “Isso é duas vezes mais do que a média dos países emergentes. Isso é 10% acima da média dos países avançados”, afirmou Guedes.

Depois da aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de Guerra, o Congresso e o governo criaram o auxílio emergencial, também conhecido como coronavoucher, que dá R$ 600 para as pessoas mais vulneráveis com a crise.

Quando foi aprovado, era previsto para pagar R$ 50 bilhões por ano. Guedes comentou que o valor subiu para R$ 150 bilhões porque o governo descobriu “38 milhões de invisíveis”, que são pessoas que não tinham registros formais no setor público.

Somados a este grupo, a União também custeou o benefício para 20 milhões de beneficiários do Bolsa Família e em torno de 10 milhões de microempreendedores.

Guedes afirmou que, dos 38 milhões de invisíveis, de 8 a 10 milhões são pessoas pobres com pouca assistência. O restante são “empreendedores que trabalham por conta própria e estão se virando para ganhar a vida”.

Para este grupo, o ministro voltou a defender a carteira de emprego verde e amarela, que formaliza trabalhadores. “O objeto do programa verde e amarelo é dar dignidade para os que lutam e que são desassistidos pelo Estado”, declarou.

Fonte: Poder 360