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Polícia Federal investiga supostas propinas recebidas por Renan Calheiros no valor de R$4 milhões

Polícia Federal investiga supostas propinas recebidas por Renan Calheiros no valor de R$4 milhões

A Polícia Federal está investigando supostos recebimentos de propina por parte do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Renan Calheiros, no valor de R$4 milhões.

Segundo a corporação, a propina supostamente foi paga pelo Consórcio Estaleiro Rio Tietê, em Araçatuba (SP), em um contrato com a Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Segundo a Revista Veja (que divulgou a informação), o inquérito está em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) desde Maio do ano passado, e investigou inicialmente se o senador alagoano havia recebido doações eleitorais ilícitas por empresas do consórcio.

Entretanto, durante as investigações a Polícia Federal descartou por ora irregularidades nos repasses eleitorais.

Em um relatório encaminhado ao Supremo, a delegada Lorena Lima Nascimento disse que a mudança no rumo do inquérito está baseada sobretudo em relatos de Sérgio Machado, ex-senador e ex-presidente da Transpetro, que tinha apoio político de Renan Calheiros e do chamado “MDB do Senado” para permanecer no cargo.

À frente da estatal entre 2003 e 2015, Machado fechou uma delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no ano de 2016.

Neste documento, a delegada solicita ao relator do inquérito, Ministro Edson Fachin, mais prazo para terminar as diligências da apuração, incluindo o depoimento do próprio relator da CPI da Covid.

Segundo Sérgio Machado, após a assinatura do contrato com o Consórcio Estaleiro Rio Tietê, em 23 de Novembro de 2010, ele pediu ao empresário Wilson Quintella, sócio-administrador do consórcio, em torno de 1% de propina sobre acerto.

O valor equivalia a cerca de 4 milhões de reais e foi pago em espécie, de acordo com o delator.

Conforme os relatos da Veja, Sérgio Machado explicou o pedido de valores a partir da necessidade de “apoio financeiro” das empresas para que ele mantivesse o “apoio institucional” dos políticos na presidência da estatal, entre eles Renan Calheiros.

Fonte: Terra Brasil Notícias

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