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Sérgio Moro joga sua biografia na lama e dá entrevista à Folha de SP

Sérgio Moro joga sua biografia na lama e dá entrevista à Folha de SP

Já falamos aqui anteriormente sobre como o ex-ministro Sérgio Moro está numa decadência alarmente. De juiz consagrado à Ministro da Justiça, Moro virou colunista do jornal O Globo.

Mas parece que agora ele se superou: Moro deu entrevista para um dos jornais mais esquerdistas e imparciais do Brasil – a Folha de São Paulo.

Neste domingo (7 de Junho), Sérgio Moro compartilhou em seu Twitter a matéria na qual ele foi entrevistado na Folha:

O título da matéria já é bem polêmico:

“Moro equipara Bolsonaro a PT e acena manifestos contrários ao presidente”

Moro disse logo no início da entrevista que está “em aberto” sobre a possibilidade dele aderir aos movimentos “em defesa da democracia” e contra o governo. Em defesa da democracia entre aspas pois sabemos bem do que se tratam essas manifestações.

O ex-ministro também falou que vê no Presidente Jair Bolsonaro um autoritarismo, e que após perceber que não tinha dentro do Governo um papel moderador, ele pediu para sair.

Uma das perguntas foi sobre os movimentos que estão surgindo contra o Governo, como “Juntos”, “Basta”, “Somos 70{9ab1f49caa7384e3fe9cdad0b4e1c6e013b2d24c1c0da282957337aa35422bc6}”, e Moro foi enfático ao dizer que vê esses manifestos com naturalidade, devido às declarações infelizes do Presidente, o qual chamou de “arroubos autoritários”.

Quando perguntado sobre o que são esses arroubos autoritários, Moro disse:

Quando o presidente invoca as Forças Armadas, a minha percepção é que não existe nenhum espaço nelas para um movimento de exceção, um golpe, algo dessa espécie. Quando o presidente fica invocando, de maneira imprópria para defender posições políticas, isso gera nas pessoas receio, temor. Isso é um blefe? Ou é alguma coisa real? Deveria ser evitado.

Foram feitas algumas perguntas sobre se Moro teria problemas em participar desses movimentos ao lado de pessoas contrárias a ele, como o governador do Maranhão Flávio Dino (PC do B) ou até mesmo Lula, e Moro falou que não tem problema pessoal com nenhum deles.

Ao final da entrevista, foi solicitado ao Sérgio Moro que fizesse uma autocrítica acerca de seu período no Governo:

“Eu entrei com as melhores das intenções, as coisas às vezes não são bem compreendidas. Tinha o intuito de servir como garantia do Estado de Direito, em relação a posições mais extremadas do governo, e garantir uma agenda anticorrupção, anticrime organizado, anticrime violento, no fortalecimento da democracia e da economia do país. Permaneci fiel a esses compromissos, desde sempre, e igualmente com minha saída.”

Fonte: Folha de São Paulo

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